


Câncer de pele: um panorama inicial
O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no mundo. Ele se origina a partir das células da pele, geralmente após exposição crônica ou intensa à radiação ultravioleta (UV), seja do sol ou de fontes artificiais.
Entre os principais tipos estão o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. Os dois primeiros, chamados de não melanoma, costumam ter crescimento lento, mas podem causar destruição local importante se não tratados adequadamente. O melanoma é menos comum, porém mais agressivo.
O diagnóstico precoce é fundamental para permitir tratamentos menos invasivos, com maiores chances de cura e melhores resultados funcionais e estéticos.
O que é a cirurgia micrográfica de Mohs?
A cirurgia micrográfica de Mohs é uma técnica cirúrgica altamente especializada para o tratamento de alguns tipos de câncer de pele. Ela se diferencia das cirurgias convencionais porque permite a análise microscópica de 100% das margens cirúrgicas, em tempo real, durante o próprio procedimento.
Isso significa que o tumor é removido camada por camada, e cada camada é imediatamente examinada ao microscópio. Caso ainda existam células tumorais, apenas a área onde elas estão presentes é novamente retirada, preservando ao máximo a pele sadia.
Principais indicações da cirurgia de Mohs
A técnica é especialmente indicada nos seguintes cenários:
- Carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular
- Tumores localizados em áreas nobres e visíveis, como:
- Nariz
- Pálpebras
- Lábios
- Orelhas
- Face e couro cabeludo
- Tumores recorrentes (que já foram tratados e voltaram)
- Lesões com limites mal definidos
- Tumores agressivos ou com crescimento infiltrativo
- Pacientes em que a preservação máxima de tecido é essencial
Como funciona a técnica, na prática?
- Remoção da primeira camada do tumor, com anestesia local
- Mapeamento preciso da peça cirúrgica
- Análise microscópica imediata das margens
- Nova retirada apenas onde ainda há tumor, se necessário
- Repetição do processo até que não haja mais células cancerígenas
- Reconstrução da área operada, no mesmo ato ou em um segundo tempo, dependendo do caso
Esse método garante um controle oncológico extremamente preciso.
Benefícios da cirurgia micrográfica de Mohs
- Maior taxa de cura disponível, chegando a mais de 99% em alguns tipos de câncer de pele
- Preservação máxima de tecido saudável
- Melhores resultados estéticos e funcionais
- Menor chance de recidiva
- Tratamento definitivo em um único dia, na maioria dos casos
Riscos e possíveis complicações
Como qualquer procedimento cirúrgico, a cirurgia de Mohs pode apresentar riscos, embora sejam pouco frequentes:
- Sangramento
- Infecção
- Dor local leve a moderada
- Alterações temporárias de sensibilidade
- Formação de cicatriz (geralmente menor e mais discreta)
Esses riscos são reduzidos quando o procedimento é realizado por um cirurgião oncológico treinado na técnica.
Prós e contras da cirurgia de Mohs
✅ Prós
- Maior precisão no tratamento
- Menor remoção de pele saudável
- Excelente controle oncológico
- Ótimos resultados estéticos
⚠️ Contras
- Procedimento mais longo que a cirurgia convencional
- Necessita estrutura específica e equipe treinada
- Pode ter custo mais elevado, dependendo do caso
Mesmo com esses pontos, para muitos pacientes, os benefícios superam amplamente as limitações.
Considerações finais
A cirurgia micrográfica de Mohs representa o padrão ouro no tratamento de determinados cânceres de pele, especialmente em áreas delicadas ou em tumores de maior risco. Quando bem indicada, ela alia segurança oncológica, preservação estética e excelente taxa de cura.
Se você recebeu o diagnóstico de câncer de pele ou possui uma lesão suspeita, a avaliação individualizada é fundamental para definir a melhor estratégia de tratamento.
Diagnóstico precoce traz os melhores resultados.
👉 Agende sua consulta para uma avaliação especializada.


